Proposta do Blog

No Idéias & Negócios você vai encontrar histórias de negócios que deram certo. A intenção do blog é justamente despertar idéias e passar uma mensagem otimista e honesta para quem está à procura de uma vida melhor e da realização profissional independente. Além disso, você encontrará também dicas para conseguir apoio financeiro, conhecimento administrativo, e artigos sobre como divulgar seu pequeno negócio.
Exemplos são sempre essenciais no mundo dos negócios, sejam de trabalhadores autônomos, membros de cooperativas e/ou pequenos empresários: todos tem como segredo de sucesso o talento, a confiança e o sacrifício.
'O sucesso só vem antes do trabalho... no dicionário.'


O Pedreiro Maranhense que virou Empresário no Rio de Janeiro

Da vida difícil no Maranhão até virar empresário no Rio de Janeiro. Com muita vontade de querer transformar um sonho em realidade, ele jamais deixou de acreditar que era possível. Sem capital para tanto, uma porta lhe deu acesso à sua vitoriosa caminhada.


Atrás de uma vida mais promissora, o maranhense José Raimundo dos Santos, de 28 anos, chegou ao Rio de Janeiro, em 2002, com planos de montar um negócio. Ex-pedreiro no Nordeste, faltava-lhe capital para iniciar a empreitada no estado. Há três anos, porém, descobriu, enquanto folheava jornais, um projeto social que viabilizaria o antigo sonho. Hoje, José Raimundo tem uma pequena gráfica em Santa Cruz e já pensa em expandi-la.

A ONG Fabricando Empresários foi a responsável pelo início da carreira empreendedora. Por meio de um treinamento baseado em vendas de livros, a instituição prepara pequenos empresários há quatro anos, gratuitamente.
— Aprendi boas técnicas de convencimento e venda — conta José Raimundo.

Sempre motivado pelo desejo de abrir sua própria empresa, ele se destacou nas vendas e foi promovido a instrutor. Na nova função, formou cinco empreendedores, cumprindo a meta estabelecida pela organização para financiamento de novos negócios. Com um empréstimo de R$ 2 mil, Santos pagou três meses de aluguel de um imóvel em Santa Cruz e começou a desenvolver seu projeto de vida.
— Comecei vendendo livros, como na ONG, mas percebi que estava perto do Fórum e da delegacia do bairro. A demanda por serviços gráficos e de informática era muito grande — lembra ele, provando ter um aguçado espírito de empreendedor.

Com o dinheiro conquistado no início do negócio, José Raimundo comprou os equipamentos necessários para montar uma gráfica e pagou o empréstimo concedido pela ONG. Hoje, ele tem uma casa própria em Paciência e emprega duas pessoas, ambas com carteira de trabalho assinada. A meta, agora, é abrir uma filial em Itaguaí.
— O treinamento foi essencial. Aprendi a ter atitude para fazer o negócio crescer — diz José Raimundo.

O Sucesso do Ex-Surfista que virou Gerente de Vendas

Assim como todo surfista precisa fazer para pegar onda, ele -inconscientemente- usou de seus conhecimentos na diversão do mar para encarar uma nova empreitada e manter-se no mercado de trabalho. Uma mistura de humildade, vocação latente e muita dedicação.

Cair, ter que remar de novo e procurar outra onda, outra chance de acertar. Aos 23 anos, sem dinheiro e sem emprego, André Moreira César tentava se manter na superfície. Mas a vida estava em um redemoinho. "Eu tive que trancar a faculdade por causa da grana", conta.
E o tão desejado diploma na faculdade de administração ia ficando para trás. O emprego temporário como vendedor em uma loja de artigos para surfe podia ser uma saída. Mas a idéia não entusiasmava.
"É difícil alguém, dentro da faculdade, planejar trabalhar em uma loja. Não é o emprego mais procurado. O sonho era outro", conta André, que, mesmo assim, arriscou. O primeiro desafio foi escrever o currículo. Sem experiência para oferecer, ele tentou conquistar pelas próprias qualidades.
"Com as minhas características: ter atitude, vontade de vencer, trabalhar em equipe, correr atrás dos objetivos propostos", explica André.
E não é que ele conseguiu a vaga? O trabalho temporário começou exatamente nas semanas que antecedem o Natal. Mas tinha prazo para terminar. Em março, as pranchas da vitrine ficariam para trás e André teria que pensar novamente o que fazer do futuro.
O surfista podia simplesmente se deixar levar pela onda, mas algo inesperado aconteceu: André começou a gostar de vender. "Eu sempre me relacionei muito bem com as pessoas. Comecei a gostar de ter contato com o cliente. Como eu já me identificava com o produto, tinha facilidade de falar", explica.
Dedicação a cada cliente. E sempre de olho nas metas, segredo para quem tem poucos meses para causar uma boa impressão.
"É o momento de mostrar todo o seu talento. E não existe reconhecimento sem muito esforço. Tem que se esforçar, ser flexível, querer aprender. E mostrar isso. Tem que estar motivado, tentar se relacionar com as pessoas e mostrar o seu comprometimento", orienta Tatiana Zaffari, especialista em recursos humanos.
Entre dez empregados temporários, André foi o que mais vendeu. Ele ficou em quinto lugar entre todos os vendedores da loja e chamou a atenção dos patrões. Quando o fim do contrato chegou, o que era temporário virou permanente.
"Um bom candidato abre uma vaga. Não importa se a empresa está precisando ou não, ele vai ocupar aquele espaço e vai ficar", diz Ângela Schifino, gerente de recursos humanos.
Ficar e crescer. André se apaixonou pela profissão. De vendedor, passou a supervisor. Hoje, ele é gerente e treina os novos funcionários. A vida profissional devolveu o sonho. André pôde voltar para a sala de aula. A formatura é em janeiro. Com o novo salário, ele já tem até um mestrado nos planos. Lembra o jovem que não queria ser vendedor? O sucesso faz muita diferença!
"Eu acordo disposto, contente, feliz. A idéia é continuar onde eu estou hoje, pensando no futuro", planeja André.

De Feirante à Empresário-Revendedor

É isso mesmo. Trabalhando desde criança na barraca de frangos da família, Marcelo cresceu, se despediu da feira e diversificou seu caminho, agregou serviços e traça seu caminho de sucesso. Sucesso pessoal e profissional, caminhando lado a lado. Nem mesmo o lixo escapou da sua habilidade de criar novas fontes de renda.


“Tínhamos três escolhas: ou bacalhoada, feijoada ou rabada”, lembra a comerciante Izilda Martins Dutra.
Pode ser o almoço de domingo com a grande família ou a viagem dos sonhos do pai para a terra natal. O microempresário Marcelo Martins Dutra faz questão: para cada conquista, um flash.
"Como dizem, a Europa é um lugar lindo, tem uma organização maravilhosa. Mas eu gosto do Brasil. Aqui é a minha terra", ressalta.
O Brasil foi adotado pelo pai de Marcelo há quase meio século. O aposentado Davi Dutra veio de Portugal em busca de trabalho.
Marcelo começou na banca de frango da feira, como o pai. "Comecei pequeno trabalhando na feira", lembra o microempresário.
Foram mais de 20 anos na feira. E uma despedida recente, há pouco mais de um ano. Mas as lições aprendidas naquela labuta vão durar para sempre. "Aprendi o seguinte: se hoje não der certo, amanhã vai dar", conta Marcelo, emocionado.
Desde pequeno, Marcelo aprendeu a enxugar as lágrimas e seguir em frente.
No escritório, ele trabalha como representante comercial, vendendo telefones e rádios. Mas também montou uma loja de roupas para a mãe. E do lixo faz negócio. Nada se perde, tudo vira dinheiro no depósito de sucata.
"Eu procuro focar sempre na melhor das opções que eu tenho, aquela está me dando maior retorno. Se hoje a telefonia está me dando mais retorno, foco nela. Se a reciclagem está dando mais retorno, foco nela. Vou fazendo dessa forma, porque, se você depender só de um negócio e ele não der certo, você acaba sofrendo a consequência do fracasso", explica Marcelo.
No melhor estilo "se vira nos 30", Marcelo ainda revende gás e não abre mão de servir um café da manhã para os catadores de sucata.
Como milhões de brasileiros, Marcelo já enfrentou dificuldades. Ele se preocupa com a crise econômica, já passou momentos de sufoco e, por isso, não é de fazer grandes planos: prefere mesmo é acreditar em cada nova manhã.
"Se eu falar que nunca desanimei, vou estar mentindo. Eu já passei por situações muito difíceis, como não conseguir pagar uma prestação de R$ 500. Se eu não conseguir sair dessa hoje, no dia seguinte eu saio ", acredita.

 
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